Macaé (RJ) passa a contar com UTI Neonatal Neurológica para monitoramento de recém-nascidos

Posted by: rossi
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 Objetivo da nova tecnologia é obter diagnósticos precoces de lesões cerebrais e reduzir a incidência de crianças com deficiência no futuro

 O município de Macaé (RJ) conta agora com uma unidade de UTI Neonatal Neurológica especializada no monitoramento cerebral e na prevenção de sequelas neurológicas em bebês que nascem com problemas graves, como asfixia perinatal – mais conhecida como falta de oxigenação na hora do parto.

A nova UTI Neonatal Neurológica está funcionando na unidade Nicola Albano (Rua Mal. Deodoro, 565 – Centro) desde o início de dezembro e a grande maioria do atendimento é de recém-nascidos do SUS – Sistema Único de Ensino.

Trata-se de uma Central de Monitoramento 24h, desenvolvida pela Organização PBSF (Protecting Brains & Saving Futures), que tem como objetivo utilizar metodologias para neuroproteção e diagnóstico precoce de lesões cerebrais e reduzir, assim, a incidência de crianças com deficiência neste grupo. Tudo isso, por meio de um método de telemedicina avançada e inteligência artificial.

Além de bebês com asfixia perinatal, outros inseridos neste grupo de risco são: bebês com crises convulsivas; mal epiléptico; malformações do sistema nervoso central; prematuridade extrema; hemorragia intracraniana; cardiopatia e aqueles com erro inato do metabolismo.

A UTI Neonatal Nicola Albano atende crianças de Macaé e de mais 19 municípios vizinhos como Búzios, Araruama, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e São Pedro da Aldeia.

Problema de saúde pública

Somente em 2018, a unidade Nicola Albano – Campos dos Goytacazes, que já conta com a tecnologia desde o início de dezembro, teve 149 crianças monitorizadas.

Estudos estimam que, caso não sejam oferecidos os tratamentos mais adequados, cerca de 35% dos sobreviventes terão que viver com déficits neurológicos.

Treinamento em Macaé

No dia 13 de dezembro (quinta-feira), um grupo de cerca de 40 profissionais de saúde de Macaé irá receber treinamento sobre a tecnologia da PBSF e poderão trocar informações sobre protocolos, procedimentos e resultados esperados.

O evento será no Restaurante Luigi (Av. Atlântica, 2910, Cavaleiros), a partir das 20h.

Sobre a PBSF

A PBSF (Protecting Brains & Saving Futures) é formada por grupo de profissionais brasileiros preocupados com o altíssimo número de bebês que correm o risco de viver com sequelas neurológicas importantes após insultos no período neonatal.

“Além do impacto social, não podemos deixar de avaliar o impacto econômico, devido aos custos que serão gerados para a família e para o estado durante toda a vida desse paciente. Costumo dizer que uma criança saudável precisa apenas de um pediatra e de raras internações. Já um bebê com lesões vai precisar de abordagem multidisciplinar envolvendo pediatra, neurologista, cirurgião, ortopedista, otorrino, oftalmo, fisioterapeuta, fonoaudiologista, dentista, terapeuta, medicamentos especiais e internações frequentes. Visualizamos, então, um problema grave e pensamos em uma solução inteligente para amenizá-lo”, explica o neonatologista e fundador da empresa, Dr. Gabriel Variane.

Segundo ele, o cenário atual envolvendo pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora, segundo Variane.

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